Voltar ao blog
Saúde Preventiva

Corrimento, dor, sangramento e ressecamento: queixas que não devem ser ignoradas

Dra. Mariana Morimoto Lussari — autora do artigo
Dra. Mariana Morimoto LussariGinecologista · CRM 130899 · 2 min de leitura

Muitas mulheres convivem durante meses ou até anos com sintomas ginecológicos acreditando que são "normais". Corrimento, mau cheiro, sangramento intenso, coágulos, dor na relação sexual, ressecamento vaginal e dores de cabeça ligadas ao ciclo menstrual são queixas comuns no consultório, mas isso não significa que devam ser ignoradas.

Assista também

Vídeo

O corrimento vaginal, por exemplo, pode acontecer por diferentes motivos. Algumas secreções são fisiológicas, mas quando há mau cheiro, mudança de cor, dor, coceira, ardência ou desconforto, é preciso investigar. Infecções sexualmente transmissíveis e outras alterações vaginais podem causar corrimento com dor no baixo ventre ou outros sintomas, e muitas infecções também podem ser silenciosas.

O sangramento excessivo também merece atenção, principalmente quando vem acompanhado de coágulos, cólicas fortes, cansaço, irregularidade menstrual ou sangramento fora do período esperado. Sangramentos anormais podem ter várias causas ginecológicas e precisam ser avaliados para identificar a origem e definir o tratamento correto.

A dor durante a relação sexual também não deve ser tratada como algo "normal". Ela pode ocorrer na penetração ou em profundidade e estar relacionada a ressecamento, infecções, alterações hormonais, endometriose, tensão muscular, inflamações, entre outras causas. O ressecamento vaginal, por sua vez, pode afetar a autoestima, a vida sexual e a qualidade de vida, especialmente no climatério, pós-parto, uso de determinados medicamentos ou em fases de queda hormonal.

Dor de cabeça antes ou depois do período menstrual também pode ter relação com oscilações hormonais e merece ser conversada durante a consulta, principalmente se for recorrente, intensa ou incapacitante.

Nenhuma mulher deveria se acostumar a viver com dor, desconforto ou insegurança sobre o próprio corpo. Se você apresenta qualquer um desses sintomas e sente que não está sendo acolhida nas suas demandas, agende uma avaliação ginecológica. Cuidar da saúde íntima também é cuidar da sua qualidade de vida.