Corrimento, dor, sangramento e ressecamento: queixas que não devem ser ignoradas

Muitas mulheres convivem durante meses ou até anos com sintomas ginecológicos acreditando que são "normais". Corrimento, mau cheiro, sangramento intenso, coágulos, dor na relação sexual, ressecamento vaginal e dores de cabeça ligadas ao ciclo menstrual são queixas comuns no consultório, mas isso não significa que devam ser ignoradas.
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O corrimento vaginal, por exemplo, pode acontecer por diferentes motivos. Algumas secreções são fisiológicas, mas quando há mau cheiro, mudança de cor, dor, coceira, ardência ou desconforto, é preciso investigar. Infecções sexualmente transmissíveis e outras alterações vaginais podem causar corrimento com dor no baixo ventre ou outros sintomas, e muitas infecções também podem ser silenciosas.
O sangramento excessivo também merece atenção, principalmente quando vem acompanhado de coágulos, cólicas fortes, cansaço, irregularidade menstrual ou sangramento fora do período esperado. Sangramentos anormais podem ter várias causas ginecológicas e precisam ser avaliados para identificar a origem e definir o tratamento correto.
A dor durante a relação sexual também não deve ser tratada como algo "normal". Ela pode ocorrer na penetração ou em profundidade e estar relacionada a ressecamento, infecções, alterações hormonais, endometriose, tensão muscular, inflamações, entre outras causas. O ressecamento vaginal, por sua vez, pode afetar a autoestima, a vida sexual e a qualidade de vida, especialmente no climatério, pós-parto, uso de determinados medicamentos ou em fases de queda hormonal.
Dor de cabeça antes ou depois do período menstrual também pode ter relação com oscilações hormonais e merece ser conversada durante a consulta, principalmente se for recorrente, intensa ou incapacitante.
Nenhuma mulher deveria se acostumar a viver com dor, desconforto ou insegurança sobre o próprio corpo. Se você apresenta qualquer um desses sintomas e sente que não está sendo acolhida nas suas demandas, agende uma avaliação ginecológica. Cuidar da saúde íntima também é cuidar da sua qualidade de vida.